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pedroantoniokpt

Um Absurdo Chamado Brasil

Um Como São As Provas Do Ensino à Distância?



O episódio se restringia a um jogo de luzes e gelo-seco digno de um show de formatura. Na área nobre da platéia, a primeira fileira era reservada aos jurados. O público reunia homens e mulheres que pareciam se entender, como os moradores de uma cidade do interior que se encontram no baile da rainha da primavera. Sem glamour nem sequer empolgação (e bem como sem muita beldade), as candidatas se esbarravam umas nas algumas, sorrindo e contorcendo o pescoço enquanto desfilavam ao som de Alexandre Pires. Pela platéia, o grupo mais animado era a caravana de Goiás - uma minitorcida de meia dúzia de pessoas que entoava gritos de suporte à representante do estado.


No resto do nação, quase ninguém deu bola. Você reluta em acreditar, entretanto estes concursos ainda existem. E, por mais cafonas e machistas que sejam, estão longe de ser decadentes. Ok, não há como contestar que no Brasil batalhas de mulheres bonitas desfilando com pouca roupa perderam a graça e a importância há ao menos 20 anos.


Porém, no resto do mundo, o assunto (as mulheres e o público) é outro. O Grand Slam da graça está cada vez superior - 106 países se inscreveram na última edição do Miss Mundo, batendo todos os recordes de participação. Cinco bilhões por ano, mais que o PIB de 50 dos países do globo.


Dez milhões. Além dos direitos a respeito do evento, ele também recebe em torno de 20% sobre os honorários da campeã, que durante seu reinado não costuma se suspender do trono por cifras com menos de cinco dígitos. 80 mil e ganha o certo de mandar uma candidata ao concurso. Imediatamente, sediar o evento é um pouco mais difícil.


20 milhões pra abrigar o espetáculo. Mais de 90% da grana veio dos cofres do governo, que pôde veicular ao longo do programa, em rede internacional, um documentário sobre isso o país. Duzentos milhões. 10 vezes mais que o investimento inicial. Nada disso seria possível se a luta não fosse um sucesso.


Em 2007, foram 600 milhões de telespectadores - ou melhor, um em cada 10 pessoas do planeta assistiu o evento. Desde que o universo é universo, mulheres bonitas são escolhidas como símbolos de virtude, sorte, afeto. Todavia a idéia de ganhar dinheiro com isso surgiu no término do século 19, no momento em que jornais de Paris, empolgados com a popularização da fotografia, publicaram imagens de mulheres para eleger a mais elegante francesa. Fez estrondo, vendeu jornal, chamou anunciante.


E visualize que era só foto de rosto. Imagine 'Meus 15 Anos', De Larissa Manoela, Inspira Criancinhas Vizinhas Da Cracolândia de organismo inteiro e quase sem roupa… Uma fábrica de roupas de banho chamada Catalina imaginou. E, em 1952, criou em Long Beach, Califórnia, um concurso de mulheres desfilando de maiô. Anatel Paga Salário De Até R$ 11,4 1 mil; Confira Simulado investiu pela proposta e o evento ganhou o nome de Miss Universe.


Em insuficiente tempo, virar Miss Universo passou a ser o sonho de 9 em cada dez terráqueas. Dez Web sites Que Oferecem Cursos Sobre o Mundo Digital Grátis concursos de boniteza tinham se tornado uma ótima oportunidade para tomar criancinhas do anonimato. “O papel da mulher sempre foi restrito ao mundo privado. Vencer um concurso era, e ainda é, uma maneira concreta de preencher um espaço de destaque pela vida pública”, diz a antropóloga Mirian Goldenberg, professora da UFRJ e autora do livro O Corpo como Capital. Isso explicaria o evento de os maiores clientes deste mercado serem regiões onde mulheres e homens não estão em pé de igualdade. Todas as nações árabes, tais como, transmitem os grandes concursos de lindeza.



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  • 14- “Visar” / “Visar a”

  • 2007 Out Nov Dez

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Os países com mais tradição, levando em conta vitórias, participação e audiência, são Venezuela, Porto Rico, Índia, China e EUA. E não é anormal os Estados unidos estarem nesta lista. “A cultura americana é baseada pela aparência. Eles gostam de disputas e gastam muito com o corpo”, diz Mirian. Efetivamente, os EUA alimentam este negócio como nenhum outro povo.


Todo ano, 3 milhões de americanas disputam concursos de graça. Lá, a tradição começa cedo - há até categorias pra piás de 0 a 12 meses - e adiciona títulos como Miss Encantadora de Serpentes e Conselheira Nacional dos Laticínios. As feministas, claro, torcem o nariz. Desde o decênio de 1960, os protestos contra os eventos são constantes.


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